
Este é o blog da Escola Básica Integrada Dr. Manuel Magro Machado, dinamizado pela Equipa Coordenadora da Biblioteca Escolar. Neste espaço poderão ler e comentar algumas das actividades que promovemos na Escola.

Sinopse: A Carla bem tenta confessar o que a preocupa, mas ninguém parece querer ouvi-la ou compreender o que diz. Pelo menos, pode contar com o Miguel, o namorado. Ou será que não?
Sinopse: Uma menina gorda chamada Dulce, que gosta de gatos e tem pais divertidos. E tudo se passa ao longo de uma manhã de aulas.
Da Bertrand Livreiros recebemos um delicioso dicionário. Muito obrigada!
Da Booksmile recebemos dois livros cheios de castelos assombrados, fantasmas, lobisomens, monstros e múmias. Muito obrigada!Registámos em filme as três leituras!
A leitura do João Pedro
A leitura do Diogo
A leitura da Lídia
A apresentação dos concorrentes ficou a cargo de Fátima Bonzinho e Maria Mário (DREA), enquanto Ilda Coelho (Professora Bibliotecária numa das escolas de Évora e elemento do júri) enriqueceu o concurso com a leitura dos textos "O Limpa-Palavras" e "O Brincador" de Álvaro Magalhães. Ao júri coube a dificílima tarefa de encontrar vencedores entre tantos vencedores...
A leitura do João Pedro
A leitura da Joana
A leitura do Tiago
No dia 26 de Maio será a final para os alunos de 4º, 5º e 6º anos. Lá estarão, em Évora, os alunos João Pedro, Diogo e Lídia para representar a Escola e viver um dia cheio de experiências diferentes e divertidas.

Era uma vez
um barquinho pequenino,
que não sabia,
não podia
navegar.
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Passaram uma, duas, três,
quatro, cinco, seis semanas,
e aquele barquinho,
aquele barquinho
navegou.
Antes de se aprender a ler aprende-se a brincar. E a cantar. Eu e os meninos da minha terra entoávamos esta cantiga quando ainda não sabíamos ler. Juntávamo-nos na rua, fazendo uma roda e, ao despique com as vozes dos grilos no Verão, cantávamos uma e outra vez a impotência do barquinho que não sabia navegar.
Às vezes construíamos barquinhos de papel, íamos pô-los nos charcos e os barquinhos desfaziam-se sem conseguirem alcançar nenhuma costa.
Eu também era um barco pequeno fundeado nas ruas do meu bairro. Passava as tardes numa açoteia vendo o sol esconder-se à hora do poente, e pressentia na lonjura - não sabia ainda se nos longes do espaço, se nos longes do coração - um mundo maravilhoso que se estendia para lá do que a minha vista alcançava.
Por detrás de umas caixas, num armário da minha casa, também havia um livro pequenino que não podia navegar porque ninguém o lia. Quantas vezes passei por ele, sem me dar conta da sua existência! O barco de papel, encalhado na lama; o livro solitário, oculto na estante, atrás das caixas de cartão.
Um dia, a minha mão, à procura de alguma coisa, tocou na lombada do livro. Se eu fosse livro, contaria a coisa assim: «Certo dia, a mão de um menino roçou na minha capa e eu senti que as minhas velas se desdobravam e eu começava a navegar».
Que surpresa quando, por fim, os meus olhos tiveram na frente aquele objecto! Era um pequeno livro de capa vermelha e marca-de-água dourada. Abri-o expectante como quem encontra um cofre e ansioso por conhecer o seu conteúdo. E não era para menos. Mal comecei a ler, compreendi que a aventura estava servida: a valentia do protagonista, as personagens bondosas, as malvadas, as ilustrações com frases em pé-de-página que observava uma e outra vez, o perigo, as surpresas..., tudo isso me transportou a um mundo apaixonante e desconhecido.
Desse modo descobri que para lá da minha casa havia um rio, e que atrás do rio havia um mar e que no mar, à espera de partir, havia um barco. O primeiro em que embarquei chamava-se Hispaniola, mas teria sido igual se se chamasse Nautilus, Rocinante, a embarcação de Sindbad ou a jangada de Huckleberry. Todos eles, por mais tempo que passe, estarão sempre à espera de que os olhos de um menino desamarrem as suas velas e os façam zarpar.
É por isso que... não esperes mais, estende a tua mão, pega num livro, abre-o, lê: descobrirás, como na cantiga da minha infância, que não há barco, por pequeno que seja, que em pouco tempo não aprenda a navegar.
ELIACER CANSINO
Tradução: José António Gomes
Eliacer Cansino Macias (Sevilha, 1954) é professor de Filosofia numa escola de Sevilha, desde 1980, e autor de romances para jovens e adultos. Tem muitos títulos editados e já recebeu prémios importantes pela qualidade das suas obras.
A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil), Secção Portuguesa do IBBY.
O dia foi bem recheado, tal como os anteriores, e revelou-se bastante positivo.
Começámos logo de manhã, na Biblioteca Escolar, com a leitura da fábula "O Leão e a Rata". Alguns alunos do 7º B leram para os alunos de 2º e 3º anos depois de terem ensaiado na sua sala de aula com a professora Sofia Cid.
À tarde, no refeitório, os alunos do ensino pré-escolar apresentaram aos seus encarregados de educação a peça "A Carochinha e o João Ratão". Os belíssimos cenários foram inteiramente feitos por alguns desses encarregados de educação, a quem deixamos um agradecimento especial.
Terminámos o dia na Biblioteca Escolar. Pelas 18h30 iniciámos as leituras a par com pais e filhos. Foi notório o empenho e a vontade de ler de todos os alunos envolvidos na actividade, igualmente empenhada foi a participação dos pais. Obrigada a todos.
Para mostrar um bocadinho do que foi a última actividade, deixamos o vídeo de uma das leituras.
Obrigada, Pedro, por nos ter feito SORRIR e SONHAR!



Colabore.
Boas leituras!
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Mas mais idoso que eles... é Panoramix, o simpático druida da aldeia. Panoramix enganou-se, misturou mal os ingredientes da poção mágica. A idade tem destas coisas! Astérix bebeu um pouco, Obélix não devia porque não precisa da poção mágica mas também bebeu "um pouco" porque é mesmo muito guloso. E o que é que acontece quando se bebe uma poção mágica que até nem está bem preparada? Muita coisa pode acontecer... Astérix e Obélix... Puff! Saltaram da Gália e apareceram... em Santo António das Areias. Os alunos do 9º ano estão a tentar ajudá-los para que consigam voltar à aldeia gaulesa onde sempre viveram. Por esta altura já os fiéis leitores de Astérix e Obélix estarão a pensar que em nenhum dos livros acontece tal coisa. Pois não, mas aqui na Escola prepara-se uma nova história. Como? Os alunos do 9º ano estão a escrever, com a ajuda da professora de Francês, esta nova aventura dos dois heróis da BD. Mas não se resume ao que já explicámos...
Tudo começou com o relembrar das características físicas e psicológicas das novas personagens para uma aventura criada pelos alunos do 9º ano. Em seguida, cada aluno fez o esboço do rosto de outro colega.
Joaquim Carita ajudou e, a meio da actividade, à hora da aula de Educação Visual, juntou-se a nós a professora Cátia, docente dessa disciplina. Os livros de Astérix e Obélix existentes na BE foram folheados para que os alunos pudessem apreciar o traço de Uderzo e Goscinny.
Este é um dos trabalhos elaborados durante a tarde de hoje. As personagens estão criadas e, na próxima sessão, em que contaremos também com a presença e colaboração de Joaquim Carita, será feita a primeira prancha da aventura vivida por Astérix e Obélix em Santo António das Areias.